segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Satélite de parceria entre Brasil e China cai após 11 segundos em órbita
O CBERS-3 caiu no país asiático e sofreu uma falha no foguete responsável pelo lançamento
O foguete responsável pelo lançamento. (Fonte da imagem: Reprodução/INPE)
O CBERS-3 ainda em fase de testes. (Fonte da imagem: Reprodução/INPE)
Por Nilton Kleina em 10 de Dezembro de 2013
O foguete responsável pelo lançamento. (Fonte da imagem: Reprodução/INPE)
Um satélite lançado pelo Brasil em parceria com a China caiu pouco depois de começar a funcionar. Ao todo, o CBERS-3 durou por meia hora no espaço fora do foguete de lançamento, mas apresentou problemas apenas 11 segundos após entrar em órbita, na última fase da propulsão definitiva que o colocaria na posição correta.
O lançamento ocorreu na madrugada desta segunda-feira (9) na base militar de Taiyhuan, uma província do norte da China. O satélite chegou a funcionar, ser desconectado do lançador e ter as câmeras orientadas para a Terra. Logo depois, quando deveria efetuar uma propulsão horizontal para estabilizar em órbita, o motor parou inesperadamente e o objeto começou a cair. Quando entrou na atmosfera, desintegrou-se completamente. Supostos destroços do foguete já foram encontrados por moradores dos arredores da província.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) comemorou o lançamento inicialmente e até publicou uma nota no site confirmando o sucesso do projeto.
Agora, cientistas de ambos os países já discutem as causas do acidente e pretendem até antecipar o lançamento do satélite sucessor, o CBERS-4, já que o modelo que caiu deveria substituir um aparelho anterior já fora de funcionamento. Ainda assim, esse processo é cheio de etapas e dificilmente acontece durante 2014. O objetivo do programa é, entre outros itens, melhorar a observação do território amazônico.
O CBERS-3 ainda em fase de testes. (Fonte da imagem: Reprodução/INPE)
Ao todo, o investimento brasileiro no projeto foi de R$ 160 milhões, enquanto o lançamento custou mais R$ 34 milhões aos cofres nacionais. Apesar do fracasso, o grupo não pretende parar o programa, já que os outros quatro satélites frutos da parceria entre Brasil e China não apresentaram problemas. Fora do programa, o Brasil tem planos de lançar mais um satélite em 2015 e três deles até 2026.
Fonte: Folha de São Paulo
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